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A educação dos filhos nos tempos atuais
outubro 24, 2016

A educação dos filhos nos tempos atuais como dizer não

Nestes últimos tempos nunca se falou tanto a respeito dos efeitos benéficos ou maléficos oriundos da Educação oferecida as nossas crianças e o seu reflexo no “Comportamento do ser Humano”. A mídia tem divulgado estatísticas, textos e entrevistas de vários estudiosos da psicologia sobre o assunto, cada qual com a sua linha de pensamento, despertando na população sentimentos de dúvidas e receios.

Há algum tempo a revista “Época” publicou uma reportagem intitulada Eu me acho, despertando a reflexão sobre dois pontos chaves: “Por que a educação moderna criou adultos que se comportam como bebês” e “Como incentivar a autoestima de crianças e adolescentes na medida certa”.

O artigo destaca, em um trecho, o discurso de um professor de inglês, orador da turma de formandos do 3º ano de uma das melhores escolas de ensino médio dos Estados Unidos, a Wellesley High School, em Massachusetts, que diz: “vocês não são especiais. (…) Ao contrário do que seus troféus de futebol e seus boletins sugerem vocês não são especiais. (…) Adultos ocupados mimam vocês, os beijam, os confortam, os ensinam, os treinam, os ouvem, os aconselham, os encorajam, os consolam e os encorajam de novo.  (…) Assistimos a todos os seus jogos, seus recitais, suas feiras de ciências. Sorrimos quando vocês entram na sala e nos deliciamos a cada tweet seus. Mas não tenham a ideia errada de que vocês são especiais. Porque vocês não são”.

O discurso do professor foi elogiado e ocasionou uma reflexão na comunidade.  Em entrevista a um programa de TV o professor esclareceu que a sua preleção em um dia tão especial não teve a intenção de depreciar os seus alunos, mas sim a de alertá-los para o futuro. Salientou: “Esses jovens cresceram ouvindo de seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma autoestima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo real”.

A revista Veja São Paulo, também publicou uma matéria, intitulada “Pais, sejam firmes”, destacando a preocupação das famílias com a formação de crianças e adolescentes. O artigo é embasado nas orientações da psicóloga Rosely Sayão, considerada referência em relações familiares, tais como: “Olha, essa história de ‘combinados’ me irrita muito. Com criança pequena, temos de dar ordem e não estabelecer tratos”. “Sejam potentes ao falar com o filho, mesmo sabendo que fatalmente errarão em uma coisa ou outra. Confiem no próprio taco”. “Se falou algo cinquenta vezes e não resolveu, fale 500. (…) tem de ficar claro que são vocês que mandam. (…) ”. “Quem observa bastante o filho, em vez de chegar em casa e ficar a noite toda vendo televisão, reduz muito o risco de descobrir algo quando as coisas estiverem graves”. “Ser afetuoso e brincar com a criança não significa deixar de ter firmeza quando necessário”.

A revista Veja São Paulo, publicou outro artigo, intitulado Aflições Paulistanas”, revelando quais as questões mais frequentes nos divãs dos principais psicoterapeutas da cidade. E mais uma vez a preocupação com a educação das crianças e adolescentes é destaque: “Não posso com meu FILHO”. A matéria enfatiza que “os adultos perderam o hábito de ser firmes porque não querem jamais ver nenhum tipo de desagrado na infância” – o que é um erro. O terapeuta cognitivo Cristiano Nabuco de Abreu afirma: “Frustre suas crianças algumas vezes. Seja consistente e ponha regras. Elas precisam desenvolver essa habilidade para se preparar diante da vida”.

O assunto cada vez mais desperta interesse, pois estatísticas recentes revelam que os jovens estão cada vez mais infantilizados e sem autonomia, não sabem lidar com as frustrações do mundo, possuem traços narcisistas mais acentuados que nas últimas três décadas, suas expectativas profissionais e pessoais são altíssimas e, também, permanecem mais tempo sob a proteção de seus pais. Nas duas últimas décadas o número de “jovens” de até 35 anos de idade que ainda moram no aconchego e segurança da casa de seus pais cresceu 40%.

É preciso repensar sobre a “Educação dos Filhos”.  Cada família deve desenvolver a sua psicologia infantil, o seu “método” de criar mecanismos para educar melhor a sua prole,  equilibrando limite e amor. O bom senso e a intuição são armas poderosas a favor da criação desses “métodos”, sem utilizar chantagens ou acordos nos quais os filhos sempre decidem e comandam a rotina da própria família.

Amar o seu filho não significa protege-lo a ponto de trata-los como seres superiores, infalíveis e superinteligentes. Os pais não podem se tornar reféns das vontades de seus filhos. O afeto precisa ser demonstrado através de atitudes e limites, que nada tem a ver com broncas, agressividade ou violência, mas com determinação, paciência e segurança.

Os pais jamais podem se tornar escravos das vontades de seus filhos. A criança nunca desacata a autoridade dos pais quando sente a segurança no tom de voz do que é dito ou do que é pedido para ser feito. Ela deve entender que a casa onde vive têm normas e que mesmo ainda sendo pequena, também deve cumpri-las e quem as dita é a mamãe e o papai (ou o responsável por ela).

A palavra NÃO é o primeiro senso de limite que a criança vai aprender e, compreender que nem tudo é permitido. O bebê já demonstra em suas atitudes a necessidade de limites quando se aproxima, por exemplo, da tomada elétrica e espera a reação da mamãe, como se perguntasse: posso colocar o dedinho? E prontamente a mamãe diz: não, não pode colocar o dedinho na tomada elétrica! A criança é persistente, vai tentar várias vezes e cabe à mãe dar o limite e dizer “Não” quantas vezes forem necessárias.

O processo educativo é uma batalha diária e necessária, pois os pequenos estão em formação e “necessitam ser educados para a vida”. Crianças que não aprenderam o significado e os valores do limite serão adultos desregrados e frustrados, com dificuldades para se adaptarem as normas exigidas pela sociedade.

As mamães que trabalham não devem suprir a carência física e afetiva de seus filhos através de recursos materiais e permissividade atitudinal.  Eles são inteligentes o bastante para entender que elas precisam trabalhar porque gostam, porque acrescentam financeiramente, porque se sentem felizes com isso, enfim, porque se realizam com o seu trabalho.  Nunca demonstre insegurança e culpa por ficar menos tempo com eles por trabalhar fora, pois eles também são inteligentes o bastante para tentar tirar proveito dessa situação, fazendo chantagem emocional.

Tem muita mãe que não trabalha fora e nem por isso educa melhor ou pior que as que trabalham. De nada adianta ficar em casa o dia inteiro com a criança, sem qualidade, sem comprometimento, sem vivacidade, sem atenção… O que importa para o pequeno não é a quantidade de horas contabilizada no relógio, mas a essência que fica desses momentos.

O papel do pai e da mãe precisa ficar bem claro para a criança: deve representar a referencia e autoridade da casa – do guia que o direciona com amor e respeito – sem culpas e receios. É tempo de rever atitudes e começar a amar a criança por inteiro, com abraços, beijos, atenção, respeito, admiração, mas, principalmente, incluindo regras, limites, firmeza, responsabilidades e demonstrando comportamentos e valores que elas possam imitar, aprender e repetir.

Texto: Escola Grilo Falante

Margareth Macedo de Morais – Diretora Geral da Escola Grilo Falante |  Licenciada em Pedagogia – Licenciada em Matemática – Pós Graduada em “Psicopedagogia” – Pós Graduada em “Crianças Dotadas e Talentosas”.

Raquel Di Monaco Soares – Diretora Pedagógica da Escola Grilo Falante | Licenciada em Pedagogia pela Unesp Marilia, Pós Graduada em Coordenação Pedagógica e Linguística Aplicada   – PUC- SP, Pós Graduada em “Crianças Dotadas e Talentosas” e cursando MBA em Gestão Empresarial – FGV

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